07
jan 15

Estudante cria sistema que pode ajudar na reciclagem do lixo


Estudante de Engenharia da Computação em uma Universidade de Joinville (SC), Carlos Henrique Corrêa, desenvolveu um dispositivo para o seu TCC que pode ser uma alternativa para a separação de lixo.

Ainda hoje, muitas pessoas não separam o lixo corretamente, despejando os resíduos em lixeiras quaisquer, o sistema criado por Carlos Henrique visa evitar este tipo de situação, o dispositivo reconhece o tipo de material descartado e o encaminha para o lixo correto.

O trabalho de conclusão de curso chamou a atenção por ser uma alternativa de automatização do processo de separação do lixo que vai para a reciclagem. O mecanismo tem potencial de aplicação em grandes empresas e cidades, mas para isso acontecer, Carlos busca apoio para modernizar e aperfeiçoar o dispositivo, que ainda não tem nome oficial.

O protótipo foi confeccionado com uma caixa de papelão revestida de plástico, arames e fitas adesivas. Por enquanto o equipamento só separa plástico, vidro e metal, no entanto, está nos planos do estudante desenvolver um novo protótipo que reconhecerá outros tipos de materiais.

Carlos Henrique gastou apenas R$ 100 para produzir o atual protótipo, o importante no momento é o conceito do projeto, que pode ter várias aplicações.

O funcionamento do equipamento é simples, o resíduo é colocado dentro da lixeira em uma espécie de bocal e um dispositivo conectado a uma fonte de energia é acionado. Com isso, uma corrente de metal começa a girar e a fazer atrito com o objeto. Um sensor identifica o som gerado e qual é o tipo de material. Por fim, a plataforma abre e o lixo é encaminhado para o destino correto.

Para saber mais como o equipamento funciona clique aqui.

18
dez 14

Estudante cria dispositivo que retira sujeira da água da chuva


Uma iniciativa desenvolvida pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) promete facilitar o uso de água de chuva para o consumo humano. O sistema retém a água da chuva desviando as impurezas por meio de um dispositivo.

A tecnologia melhor significativamente a qualidade do líquido que pode ser armazenado em cisternas e ser consumido posteriormente. O dispositivo, batizado de Desviufpe, foi desenvolvido pelo engenheiro civil Júlio César Azevedo com ajuda das professoras Sávia Gavazza e Sylvana Melo dos Santos.

O projeto se baseia em uma técnica de desvio existente, mas que foi aprimorada pelo Núcleo de Tecnologia do campus da UFPE em Caruaru, agreste pernambucano. Os modelos anteriores eram feitos de concreto, o que ocasionava vazamento frequentemente.

O equipamento é feito com canos de PVC, que são instalados entre a calha e a cisterna. As primeiras precipitações de água ficam mais impuras pela própria sujeira acumulada nos telhados. Estas águas enchem os tubos, onde ficam retidas, e depois podem ser usadas para fins domésticos, como limpeza da casa, quintal, rega de plantas.

O restante da água que cai, com melhor qualidade, vai direto para a cisterna. Uma medida simples e que foi testada nas residências de cem famílias da zona rural de Caruaru.

O projeto venceu o Prêmio Ana 2014 na categoria “Pesquisa e Inovação Tecnológica” e cada Desviufe custa R$ 210. Após 25 meses de monitoramento da qualidade da água, comparados as cisternas que tinham o dispositivo instalado e as que não dispunham de nenhuma barreira sanitária, concluiu-se que o dispositivo foi capaz de reduzir de 67% a 100% das impurezas.

Fonte: Ciclo vivo
15
dez 14

App transforma suor em dinheiro


Que tal se exercitar e ajudar ao próximo ao mesmo tempo? Pois é, o aplicativo Charity Miles transforma suor em dinheiro que através de um GPS, calcula a quilometragem percorrida pelo usuário a pé, correndo ou pedalando, a distância percorrida é transformada em doações monetárias para instituições de caridade.

Para começar a ajudar é bem simples, basta baixar o app, que está disponível para iOS e Android, se cadastrar e começar a usar. Assim como outras ferramentas que medem a distância, o Charity Miles utiliza o GPS para calcular o trajeto percorrido.

Antes de iniciar a atividade, você pode escolher a instituição que receberá o donativo, como a ferramenta é norte-americana, a maior parte das organizações estão localizadas nos EUA, mas existem opções internacionais como a WWF ou a RED, que trabalham com a preservação de animais ameaçados de extinção.

Uma milha equivale a mais ou menos 1,6 quilômetro e a essa distância é acrescido uma soma. O valor varia de acordo com o tipo de exercício. Cada milha percorrida durante uma caminhada ou corrida vale 25 centavos de dólar, as milhas percorridas de bicicletas valem um pouco menos, dez centavos de dólar cada.

Um corredor iniciante, que corre 5 quilômetros por dia, durante cinco dias da semana, doa 15 dólares por mês, sem precisar modificar em nada na sua rotina. O aplicativo também incentiva as marcas nas pistas e na caridade.

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10
dez 14

2014 registra as temperaturas mais altas desde 1880


A Agência de Administração Oceânica e Atmosférica (Noaa) informou em seu relatório mensal que o ano de 2014 foi o mais quente desde 1880.

O período compreende de Janeiro a Outubro como os mais quentes da história, batendo os recordes de 1998 a 2010. A temperatura média registrada foi de 14,78°, sendo 0,68% maior do que a médica do século 20, que era de 14,1°. As altas temperaturas são perceptíveis em quase toda a superfície terrestre, exceto em partes da Ásia Central.

O mês de Outubro foi o mais quente desde 1880, com a média global de 0,74% acima da média do século 20. Os dados comprovam a tendência do aquecimento global em longo prazo.

A Organização Mundial da Meteorologia (OMM) também divulgou o seu relatório sobre o tema, durante a Conferência de Mudanças Climáticas (COP20), que acontece em Lima. O “Declaração provisória da OMM sobre o estado do clima mundial em 2014″ aponta para tomar decisões drásticas, pois o documento afirma sobre um futuro incerto e inóspito devido a emissão de gases do efeito estufa sem precedentes e a sua concentração na atmosfera.

Ainda segundo a OMM, as altas temperaturas de janeiro a outubro foram registradas em um ano sem o fenômeno El Niño, quando há um aquecimento cíclico das águas do Pacífico tropical, perturbando o ciclo habitual das precipitações.