04
dez 14

São Paulo celebra a bicicleta


O Instituto Aromeiazero, em parceria com outras entidades, realizará um grande festival de rua que terá oficinas gratuitas para formação dos jovens da região central de São Paulo, com música ao vivo, oficinas culturais e arte urbana. Os eventos fazem parte do Projeto Pedala Sampa, que tem o intuito de incentivar e celebrar o uso da bicicleta na capital paulista.

A intenção do projeto é aproximar os moradores da região central de São Paulo com a cultura da bicicleta, seja ela como instrumento de trabalho, transporte, esporte, lazer ou estilo de vida saudável, durante e sustentável.

As atividades durante a ação visam a convivência entre as pessoas, o Projeto quer que a população local se aproprie das bicicletas compartilhadas da cidade, o Bike Sampa, e entenda como funciona o serviço.

Festival Pedala Sampa

O festival começará a partir das 11h, do Sábado (6), na rua Alfredo Maia, altura no número 500. O Pedala Sampa visa celebrar o aumento do número de ciclistas na região central de São Paulo, aproximar a comunidade e estimular um novo olhar sobre a cidade, principalmente, a partir da experiência dos jovens.

Entre as atividades propostas pelo Instituto estão intervenções artísticas ao vivo, oficinas variadas e gratuitas, oficina comunitária de mecânica de bicicletas, grafitti, além de muita música com bandas e DJ’s.

A programação do festival é aberta, gratuita e dedicada à todos, moradores, visitantes, ciclistas ou não.

Fonte: Ciclo Vivo
25
nov 14

As melhores cidades do mundo para pedalar


A ascensão da bicicleta como meio de transporte é cada vez maior em grandes centros urbanos. Apesar desse transporte alternativo estar apenas engatinhando no Brasil, em algumas cidades pelo mundo, ela já faz parte do cotidiano dos habitantes.

Amsterdã, na Holanda, por exemplo, elegeu as magrelas como meio de transporte oficial, expandindo a ideia de mobilidade urbana para diversos outros locais no mundo. O incentivo foi tão eficiente que a cidade já “sofre” com tráfego intenso de bikes, registrando 1 milhão de bicicletas circulando nos 400 quilômetros da faixa especial, segundo pesquisa de 2006.

Como a Holanda não é o centro do mundo, confira outras cidades que adotaram a bicicleta como meio de transporte, seja para um passeio ou para o dia-a-dia, e podem ser usadas como exemplo.

Dublin, Irlanda

Dublin possuí 650 quilômetros de ciclovias, então, fica difícil não usar bicicleta na cidade. O clima bom é muito empolgante, levando você a conhecer o que a cidade oferece, passando pelo Trinity College ou pelo animado Temple Bar. O maior movimento de bikes pode ser visto às margens do rio Liffey ou pelos jardins do parque Phoenix.

San Diego, Califórnia

A paisagem montanhosa e o clima favorável são convites às pedaladas, começando por um passeio pelo Ocean Beach, onde você pode observar os sufistas, depois seguir para o Balboa Park, o maior parque cultural dos Estados Unidos, terminando com um descanso pelos gramados do zoológico.

Copenhagen, Dinamarca

Na Dinamarca, a bicicleta é um instrumento básico, a estrutura de Copenhagen colabora muito para o mobilidade, somando mais de 350 quilômetros de ciclovias. Em cima das duas rodas é possível chegar às praias de Amager ou Bellevue, seguindo por paisagens encantadoras.

Florença, Itália

Não há nada melhor do que passar pela capital e absorver arte e sentir o aroma das trattorias, cercado por uma arquitetura charmosa e construída nos séculos passados.

Tóquio, Japão

Apesar de cosmopolita, lotada de pessoas, carros e luzes neon, Tóquio também é para ciclistas. O centro da capital é perfeito para pedalar, as ruas adjacentes nas grande avenidas tornam o passeio bem tranquilo e sem medo de se perder no meio do trânsito.

Londres, Reino Unido

Na hora de se locomover os britânicos não dispensam uma bicicleta. Lembrando que a condução é sempre pela faixa da esquerda, assim é possível percorrer tranquilamente pelo centro de Londres e bairros mais afastados, como os subúrbios.

Viena, Áustria

Viena já começa surpreendendo, pois possuí 800 quilômetros de ciclovia e é possível alugar bikes e atravessar a Ringstrasse, anel que mostra os edifícios mais emblemáticos da cidade.

Hvar, Croácia

A ilha croata tem uma beleza mediterrânea rústica que proporciona uma linda vista para quem deseja pedalar por pequenas enseadas, vinhedos ou explorar os centros antigos das cidades Hvar e Stari Grad.

Munique, Alemanha

Munique é uma cidade plana e segura, muito bem preparada par quem utiliza bikes como meio de transporte, com mais de 1.200 quilômetros de pistas. Só não consuma muita cerveja e sai pedalando, pois as regras para motoristas também valem para os ciclistas.

24
nov 14

Cidades pelo mundo dão exemplos de gestão hídrica


Já há algum tempo a seca que atinge São Paulo tem tomado espaço nos noticiários nacionais, tantos nos sites especializados enquanto nas redes sociais, nós nos deparamos com dicas e formas de gestão da água, com o intuito de diminuir o desperdício.

Essa situação é nova para os habitantes do sudeste brasileiro, mas não é algo inédito, diversas cidades ao redor do mundo sofrem com crises hídricas e pensando nisso, a BBC Brasil, com a ajuda do Instituto Socioambiental, listou seis cidades que também sofrem, ou sofreram, com problemas de abastecimento.

Veja algumas medidas que podem ser adotadas e aplicadas em São Paulo.

Pequim, China

A China é um bom exemplo para começar, pois “abriga” 21% da população mundial e tem apenas 6% de água potável, sem falar nas secas prolongadas, crescimento populacional, poluição e expansão industrial. Pequim está entre as 400 cidades que mais enfrentam problemas de abastecimento no país asiático.

A solução que a capital chinesa encontrou foi o Projeto de Desvio de Água Sul-Norte. Através de um investimento de US$ 60 bilhões, a ideia é levar a água do Sul para o Norte árido do país.

O governador Geraldo Alckmin já chegou a propor algo parecido. A ideia seria mudar a bacia do Rio Paraíba do Sul e ligá-la ao Sistema Cantareira. O problema é que a bacia é a principal fornecedora de água do estado do Rio de Janeiro, mas a Agência Nacional de Águas considera a ideia viável.

Perth, Austrália

O retrospecto de Perth não ajuda, pois a metrópole é considerada a mais seca da Austrália e os seus reservatórios reduziram para um sexto do que havia há 15 anos. Para combater o problema, a cidade apostou em duas ações.

A primeira foi construir duas estações de dessalinização da água do Oceano Índico, ou seja, retirar o excesso de sal e outros minerais da água. A outra medida foi a injeção da água já utilizada pela população e tratada nos aquíferos subterrâneos da cidade. A água é filtrada naturalmente pelo solo arenoso e depois extraída para ser consumida pela população ou usada na irrigação agrícola.

Em São Paulo, a reutilização da água usada pela população já começa a ser discutida. O governo paulista anunciou planos de construir uma Estação de Produção de Água de Reuso na zona sul da cidade.

Nova York, Estados Unidos

Já na década de 1990, a cidade do leste americano começou um programa de prevenção, proteção aos mananciais de água, no intuito de evitar a poluição das nascentes e evitar custos com tratamento e busca de novas fontes de abastecimento.

O governo comprou terras nas quais estavam localizadas as nascentes para garantir a proteção das mesmas, fazendo com que os lençóis freáticos continuassem a ser alimentados. O projeto também inclui uma campanha de conscientização da população.

Essa opção seria muito mais conscientes do governo de São Paulo para a crise.

Zaragoza, Espanha

Na década de 1990, milhões de espanhóis ficaram sem água e a Comissão Européia culpou o desperdício ao invés da falta de chuva, então, Zaragoza investiu em um programa de conscientização de seus 700 mil habitantes. A campanha de conscientização foi implantada em escolas e espaços públicos com a ajuda da imprensa, instituindo metas para a redução do uso de água.

A meta de mais 1 bilhão em redução de litros de água de consumo foi alcançada e, ao final da campanha, dois terços das casas da cidade faziam uso de medidas de economia de água.

Segundo Whately, consultora de recursos hídricos do ISA, a fixação de metas e incentivos para a redução do consumo de água são necessários em São Paulo e devem ser feitos pela Sabesp.

Cidade do México, México

A capital do México sofre com vários fatores que agravam o problema de pouca disponibilidade de água, como por exemplo, a grande concentração populacional, o esgotamento de rios e o tratamento insuficiente da água devolvida ao solo.

A ideia é utilizar aquíferos subterrâneos identificados no passado, o problema é que eles estão localizados a 2 km da superfície, encarecendo o processo de perfuração e abastecimento da cidade. O projeto passa por averiguação e até 2016 será possível avaliar a sua viabilidade.

Cidade do Cabo, África do Sul

Por conta de vazamentos em sua rede de água, Khayelitsha, uma comunidade carente a 20 km da Cidade do Cabo, desperdiçava cerca de uma piscina olímpica de água por hora. A principal fonte de desperdício eram os encanamentos domésticos, incapazes de resistir à pressão do bombeamento da água.

Em 2001, a prefeitura reformou os encanamentos ruins e reduziu a pressão da água fornecida ao bairro. Custando menos de US$ 1 milhão, o investimento foi recuperado em menos de 6 meses. Khayelitsha economizou 9 milhões de metros cúbicos de água por ano.

21
nov 14

Emissões de gases do efeito estufa sobem no Brasil


Notícia nada animadora para o Brasil, na última quarta-feira (19), os resultados do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa revelaram que as emissões brasileiras atingiram 1,57 bilhão de t CO2e (toneladas equivalente de CO2) em 2013, representando um aumento de 7,8% em relação ao ano de 2012, o maior valor desde 2008.

A notícia é um balde de água fria porque desde 2005 nós vinhamos em um processo decrescente nas taxas anuais de desmatamento, tanto que em 2012 foi atingido o menor valor, 1,45 milhão de t CO2e.

Todos os setores apresentaram aumento em 2013. Em Mudanças de Uso da Terra (16,4%), sob o impacto do aumento do desmatamento na Amazônia e Cerrado, e Energia (7,8%), influenciado pelo aumento do uso de energia termoelétrica de fontes fósseis e do consumo de gasolina e diesel no transporte. O Uso da Terra representa a maior parte das emissões (35%), enquanto que Energia aumentou sua participação para 30% das emissões, seguida de Agropecuária (27%), Processos Industriais (6%) e Resíduos (3%).

A tendência andando para trás veio numa hora inoportuna, no momento em que o Brasil se prepara para a Conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP 20), que será realizada em Lima (Peru), entre os dias 01 e 12 de dezembro, impactando diretamente na percepção de como o Brasil pode contribuir para reduzir as emissões no âmbito do novo acordo climático a ser aprovado em 2015.

Se tratando de estados, os maiores emissores são o Pará (11,2%) e Mato Grosso (9,4%), seguidos de São Paulo (8,5%) e Minas Gerais (7,5%). Quando se considera as emissões de Mudança de Uso do Solo, a liderança passa para São Paulo (12,9%), depois Minas Gerais (9,8%) e Rio Grande do Sul (7,2%).

O aumento das emissões por queima de combustíveis fósseis tende a se intensificar como reflexo do maciço investimento em energias fósseis, redução e poucos investimentos em novos combustíveis renováveis e na própria participação de energias renováveis na matriz energética brasileira que caiu de 48% para 41% nos últimos 5 anos.

Fonte: Ciclo vivo